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quarta-feira, 19 de maio de 2010

ÁSIA

Imagem de satélite da Ásia. (Clique na imagem para ampliar)

(Fonte - NET - Wikipedia-(1 000 × 1 000 pixel, tamanho do ficheiro: 649 KB, tipo MIME: image/jpeg)

A área territorial da Ásia é de aproximadamente 44,5 milhões de quilômetros quadrados, que correspondem a quase um terço de todas as terras emersas do planeta Terra. Nela vivem mais de três bilhões de habitantes, número que ultrapassa a metade da população mundial, resultando na extraordinária densidade demográfica de cerca de 70 habitantes por quilômetro quadrado.

Esse extenso território é cortado por três paralelos: no extremo norte, em território da Rússia, pelo Círculo Polar Ártico; no sul, pelo Trópico de Câncer; e, na parte central da Indonésia, pelo Equador.

Está localizada quase totalmente no hemisfério norte, com apenas uma parte das ilhas meridionais da Indonésia ocupando o hemisfério sul.Distribui-se inteiramente pelo hemisfério oriental.
Por constituir uma grande extensão continental de norte a sul, a Ásia ocupa todas as áreas climáticas do hemisfério norte: equatorial, tropical, temperada e polar. Estendendo-se grandiosamente também de leste a oeste, é cortada por 11 fusos horários.

Seus limites territoriais são: ao norte, o Oceano Glacial Ártico; ao sul, o Oceano Índico; a leste, o Oceano Pacífico; e a oeste, os Montes Urais, o Rio Ural e os mares Cáspio, Negro, Mediterrâneo e Vermelho.

A Ásia é, assim, o maior dos continentes, onde se podem encontrar as mais variadas paisagens e tipos climáticos, como também diversidade de grupos étnicos e padrões de desenvolvimento.





MAPA DA ÁSIA(Clique na imagem para ampliá-la)

(Fonte:Imagem Wikipedia - Asia-pt.svg‎ (ficheiro SVG, de 1 488 × 1 052 pixels, tamanho: 965 KB)


Etnias

Embora a maior parte da população asiática seja composta de povos de raça amarela, há também expressivo número de representantes dos outros troncos étnicos, o negro e o branco.

Os amarelos ou mongolóides compõem a etnia dominante e distribuem-se pelas regiões da taiga e da tundra (ao norte), pelos planaltos da Ásia Central e sobretudo pelo leste e sudeste do continente, regiões asiáticas mais intensamente povoadas. Ocorrem grandes diferenças físicas, lingüísticas e culturais entre esses povos (chineses, japoneses, coreanos, malaios, indonésios), mas sobretudo entre eles e os grupos mais isolados, como os quirguizes, mongóis e tibetanos.

Os brancos ou caucasóides predominam no sudeste do continente (Oriente Médio), onde são encontrados os árabes, os turcos, os israelenses, curdos, etc., e na Ásia Central, cujos países receberam grandes contingentes de população eslava (principalmente russos) ao serem incorporados à extinta União Soviética. Também na Índia e no Paquistão há um ramo étnico branco, mas seus representantes são bem amorenados.

Quanto aos negros, aparecem em menor número, distribuindo-se no sul da Índia e em ilhas do Oceano Índico. Pertencem ao grupo drávida, cuja influência é marcante na cultura hindu.

Línguas

Em um continente que apresenta tão grande diversidade étnica e que registrou um longo período de dominação colonial em grande parte de seu território, é muito natural que se verifique grande diversidade de idiomas. Os principais, falados por mais de 100 milhões de pessoas, são: o chinês (a língua mais falada do mundo), o árabe, o malaio-indonésio, o japonês e, dentre as muitas línguas faladas na Índia, o hindi-urdu e o bengali. Entretanto, existem mais de uma centena de línguas ou dialetos em uso corrente em toda a Ásia.

Religiões

A Ásia também abriga as grandes religiões da humanidade, tendo sido o berço de todas elas. 22% dos asiáticos professam o hinduísmo cerca de 792.897.000, comum na Índia e arredores, e o budismo, comum em todo o Extremo Oriente com 9,1% cerca de 350.000.000 de sequidores, onde além dessa religião, são praticados o Cristianismo Católico e Ortodoxo com 135.00.000 e os Protestantes com aproximadamente de 50.000.000 de seguidores, além das religiões chinesas, o confucionismo (China) e o xintoísmo (Japão). O islamismo é outra religião bastante difundida na na Ásia com cerca de 807.034.000 fazendo dela a maior religião em números absolutos de pessoas na Ásia , sobretudo no Oriente Médio, Turquestão, Índia e Insulíndia. Merece destaque ainda o judaísmo, centralizado em Israel.

Representação das quatro principais castas do hinduísmo em torno do deus Ganesha.

(Fonte: NET - Wikipedia - Caste_AS.jpg‎ (412 × 600 pixel, tamanho do ficheiro: 486 KB, tipo MIME: image/jpeg)

(Foto de satélite do subcontinente indiano com indicação dos estados que o compõem) (Clique na imagem para ampliar)

(Fonte: NET - Wikipedia - (1 280 × 958 pixel, tamanho do ficheiro: 167 KB, tipo MIME: image/jpeg)

(Divisão da Ásia em regiões conforme critério da ONU) (Oriente Médio, o subcontinente indiano, o sudeste asiático, o centro-leste, o Extremo Oriente e a parte asiática da Comunidade de Estados Independentes)

(Fonte: Imagem Wikipedia - United_Nations_geoscheme_(Asia).svg‎ (ficheiro SVG, de 1 052 × 744 pixels, tamanho: 678 KB)

ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS

No continente asiático existem países desenvolvidos, como Japão, Israel e parte da Rússia aí situada, que revelam níveis de prosperidade econômica e social comparáveis aos da Europa ou da América Anglo-Saxônica.Essas áreas, entretanto, pouco representam, se comparadas com muitos dos demais países, geralmente bastante pobres e violentamente atingidos pelo subdesenvolvimento.Mesmo aqueles exportadores de petróleo, que tiveram lucros fabulosos a partir do início da década de 1970, não escapam a essa característica.

Há inúmeros fatores que contribuem para que a Ásia exiba grande atraso e miséria. Entre eles, podem ser citados:

* a colonização e exploração desenvolvidas por países europeus, como Reino Unido, França, Países Baixos, Portugal, Espanha e outros, que extraíram impiedosamente as riquezas asiáticas apenas em benefício próprio;
* certos valores culturais específicos de alguns países, que de alguma forma inibem a superação de problemas econômicos e sociais. O mais conhecido e de maior extensão é o rígido sistema indiano de castas,pelo qual a sociedade é dividida em camadas, das mais nobres às mais plebéias, não existindo possibilidade de passagem de uma para outra.Embora tenha sido abolido legalmente, esse sistema influencia fortemente a vida dos indianos desde o seu nascimento. Também o fator religioso, através do fatalismo,cria obstáculos a um atendimento social mais amplo, pois estimula a aceitação passiva das más condições de vida, até como uma maneira de aperfeiçoamento espiritual;
* as elevadas taxas de crescimento populacional;
*
o analfabetismo muito alto em vários países;
* como em todo o Terceiro Mundo (denominação antiga), há existência de companhias estrangeiras que exploram as riquezas naturais de muitos países asiáticos - valendo-se do baixo custo da mão-de-obra -, enviando a maior parte de seus lucros às suas sedes.

Além desses fatores histórico-culturais, também os de ordem natural dificultam o desenvolvimento econômico. O clima e o relevo hostis são obstáculos ao aproveitamento agrícola de vastas extensões localizadas em áreas montanhosas, geladas ou desérticas, limitando as áreas cultiváveis do continente.

O monte Evereste, ponto culminante do relevo mundial, situa-se no Nepal, próximo da fronteira com a China. (Clique para ampliar)

(Fonte: NET - Wikipedia - Everest_kalapatthar_crop.jpg‎ (800 × 538 pixel, tamanho do ficheiro: 91 KB, tipo MIME: image/jpeg)

Para se avaliar a grande disparidade de riquezas entre os países asiáticos, vamos tomar dois exemplos: os países exportadores de petróleo do Oriente Médio e o Japão.


Oriente Médio (Clique na imagem para ampliá-la)

(Fonte: NET - Wikipedia - (2 973 × 2 685 pixel, tamanho do ficheiro: 1 013 KB, tipo MIME: image/jpeg)

Todo o Oriente Médio caracteriza-se por apresentar populações extremamente pobres, em contraste com elites detentoras de imensas fortunas. A maior riqueza de quase todos os países dessa região é o petróleo, responsável nos últimos anos pelo seu rápido enriquecimento.

Entretanto, os tradicionais males do subdesenvolvimento não foram atenuados: em primeiro lugar, porque esses lucros beneficiam principalmente determinados grupos, e não os países como um todo; e em segundo, porque boa parte dos rendimentos cabe a poderosas companhias transnacionais norte-americanas ou europeias.

O termo Oriente Médio define uma área de forma pouco específica, ou sem definição de fronteiras precisas. Geralmente considera-se incluir:
* Arábia Saudita
* Jordânia
* Kuwait
* Líbano
* Palestina
* Omã
* Qatar
* Síria
* Afeganistão
* Bahrein
* Chipre
* Egito
* Turquia
* Emirados Árabes Unidos
* Iémen/Iêmen
* Israel
* Irã (Irão EP, Irã BP)
* Iraque

Destes, os únicos países não são totalmente asiáticos são o Egito (que tem seu território na Península do Sinai na Ásia mas é majoritariamente africano) e a Turquia (majoritariamente asiático, mas com a Trácia incluída na Europa).



O Japão, por sua vez, sendo um país capitalista desenvolvido, destaca-se em diversas áreas, sobretudo no setor industrial, chegando a superar em muitos aspectos as conquistas norte-americanas e europeias. Esse grande avanço industrial e tecnológico reflete-se diretamente na qualidade de vida da população japonesa, cujo PIB per capita é bastante alto e o acesso a moradia, saúde e educação de bom nível é indiscriminado.



Lista dos países independentes da Ásia e suas respectivas capitais, além dos territórios existentes no continente.

Países independentes

Afeganistão (Cabul)
Arábia Saudita (Riad)
Arménia (Erevan) *
Azerbaijão (Baku) *
Barein (Manama)
Bangladesh (Daca)
Brunei (Bandar Seri Begawan)
Butão (Thimphu)
Camboja (Phnom Penh)
Cazaquistão (Astana) *
República Popular da China (Pequim)
Chipre (Nicósia) *
Cingapura (Cidade de Cingapura)
Coréia do Norte (P'yongyang)
Coréia do Sul (Seul)
Egito (Cairo) *
Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi)
Filipinas (Manila)
Geórgia (Tbilisi) *
Iémen (Sana)
Índia (Nova Déli)
Indonésia (Jacarta) *
Irã (Teerão)
Iraque (Bagdá)
Israel (Jerusalém)
Japão (Tóquio)
Jordânia (Amã)
Kuwait (Al Kuwait)
Laos (Vientiane)
Líbano (Beirute)
Maldivas (Malé)
Malásia (Kuala Lumpur)
Mongólia (Ulan Bator)
Myanmar (Nay Pyi Taw)
Nepal (Katmandu)
Omã (Mascate)
Paquistão (Islamabad)
Qatar (Doha)
Quirguistão (Bishkek)
Rússia (Moscou) *
Síria (Damasco)
Sri Lanka (Colombo)
Tadjiquistão (Dushanbe)
Tailândia (Banguecoque)
Taiwan (Taipé)
Timor-Leste (Díli) *
Turcomenistão (Ashkhabad)
Turquia (Ancara) *
Uzbequistão (Tashkent)
Vietnã (Hanói)


Territórios dependentes

Arquipélago de Chagos [Britânico]
Cisjordânia [Israel]
Faixa de Gaza [Autoridade Palestina]
Ilha Christmas [Austrália]
Ilhas Cocos [Austrália]
Macau [China]
Hong Kong [China]
Taiwan [ainda não reconhecido como Estado independente]

* países que podem ser classificados também em outros continentes (transcontinentais)

(Só para informação) MURALHA DA CHINA (Clique para ampliar)

(Fonte: Google-bloggar63.wordpress.com/2007/10/)
Também chamada de "Grande Muralha", a Muralha da China é uma colossal estrutura de engenharia e arquitetura militar, construída durante a China Imperial. Na realidade, consiste em diversas muralhas, construídas por várias dinastias ao longo de cerca de dois milênios. As suas diferentes partes distribuem-se entre o Mar Amarelo (litoral Nordeste da China) e o deserto de Góbi e a Mongólia (a Noroeste).

Esta muralha constituiu um sistema completo de defesa militar durante a época das armas frias. Atualmente, se apresenta como uma procurada atração turística do país, tanto para chineses como para turistas estrangeiros.

A Grande Muralha extende-se por cinco mil kilômetros de leste a oeste no norte da China. Seus muros foram construídos aproveitando os contornos das montanhas e dos vales. Além dos muros, ao longo da muralha levantaram-se torres, passos estratégicos e atalayas que tinham por função servir como um alarme a possíveis ataques.

Considerada uma das sete maravilhas do mundo, a muralha despertou o interesse e a admiração de todo o planeta.

Sua construção iniciou no período de primavera e outono (770-475 a.C) e prosseguiu no período dos Reinos Combatentes. Nesta época, houve na China sete reinos independentes: Chu, Qi, Wei, Han, Yan, Qin e Zhao. Para se defenderem das incursões vizinhas, cada um destes reinos construiu suas próprias muralhas, em terrenos de difícil acesso. No ano de 221 a.C, o reino de Qin conquistou os outros seis estados e resolveu unificar toda China, ordenando a união das muralhas levantadas por cada reino e a construção de novas tramas.

Então, a Grande Muralha passou a fazer parte da história da China com o nome de “Muralha do Dez Mil Li” (dois Li equivalem a um kilômetro), nome utilizado pelos chineses até os dias de hoje. A fim de protegerem-se contra as invasões dos hunos, as dinastias seguintes deram continuidade aos trabalhos de manutenção e reparação da muralha. As reparações de maior envergadura se realizaram durante as dinastias Qin, Han e Ming.

A muralha existente foi reconstruída sobre a base original nos tempos da dinastia Ming até alcançar uma largura de 5.660 Km, começando por Shanghai a leste para Jiayu a oeste, atravessando também quatro províncias (Hebei, Shanxi, Shaanxi e Gansu), duas regiões autônomas (mongólia e Ningxia) e Beijing.

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